Polícia Civil prende homem pela segunda vez em uma semana por contrabando de cigarros eletrônicos
Um homem de 42 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil na tarde desta quinta-feira (20), em Barra Velha, suspeito de contrabando após a apreensão de aproximadamente 760 caixas de cigarros eletrônicos, além de essências, acessórios e outros produtos relacionados. No último dia 14, ele já havia sido detido no mesmo endereço, pelo mesmo motivo, mas não chegou a ficar preso.
A nova abordagem ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça, no bairro São Cristóvão. A investigação que motivou a diligência apurava a manutenção de uma ave silvestre em cativeiro sem comprovação de autorização. O imóvel também funcionava como estabelecimento comercial.
Durante as buscas, os policiais localizaram as caixas de cigarros eletrônicos dentro da caçamba de uma caminhonete estacionada no quintal, coberta por uma lona. Diante da localização do material, o homem recebeu voz de prisão.
Também foram apreendidos quatro celulares. A Polícia Civil informou que pretende representar judicialmente pela quebra do sigilo dos aparelhos para tentar identificar a rede responsável pelo fornecimento da mercadoria.
Durante a operação, uma ave da espécie Ara ararauna, conhecida como arara-canindé, foi apreendida pela Polícia Civil e encaminhada ao Centro Médico Veterinário Dra. Nair Eugênia Lobo.
A Polícia Militar Ambiental, que participou da ação, apreendeu administrativamente outras 20 aves mantidas em gaiolas no imóvel. Os animais também foram encaminhados ao mesmo centro veterinário.
Além disso, foram encontradas 196 unidades de bebidas alcoólicas com suspeita de adulteração. Parte do material será submetida a exame pericial, e os fatos relacionados às bebidas e às aves serão apurados em procedimentos próprios.
A mercadoria relacionada ao contrabando será encaminhada à Polícia Federal, responsável pela apuração desse tipo de crime, que é de competência da Justiça Federal.
O homem permaneceu à disposição da Justiça. A Polícia Civil também solicitou ao Poder Judiciário a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, incluindo a suspensão do exercício de atividades no estabelecimento comercial onde os fatos foram registrados.
A fabricação, importação e comercialização de cigarros eletrônicos são proibidas no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Imagem: Polícia Civil / SC
